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Administração de Nutrição Parenteral

Considerações para Métodos de Administração de Nutrição Parenteral

No planejamento de nutrição parenteral (NP), a via adequada de acesso tem importância crucial. As soluções NP são administradas por cateter venoso central ou cânulas venosas periféricas.1

A administração de NP pode ser classificada de acordo com diferentes aspectos, como local de inserção, método de inserção ou duração do tratamento.2

A escolha da via de administração adequada, isto é, venosa periférica ou central, deve ser baseada nos seguintes critérios:134

  • Condição do paciente (tipo de doença, atual estado de saúde etc.)
  • Acessibilidade do sistema venoso
  • Composição da solução infundida e quantidade de energia a ser administrada
  • Osmolaridade de produtos NP
  • Duração planejada de NP (curto ou longo prazo)

Via de Acesso de NP Venosa Central

De acordo com recomendações da Sociedade Europeia de Nutrição Clínica e Metabolismo (ESPEN), o acesso venoso central é indicado na maioria dos pacientes com as seguintes condições:134

Necessidade de suporte nutricional de prazo maior que um mês

  • Veias periféricas ruins
  • Necessidade de soluções hiperosmolares (osmolaridade superior a 850 mosmol/l)
  • Concentração de glicose maior que 12,5%2
  • Necessidades elevadas de nutrientes
  • Grave restrição de fluido
  • Administração de solução com pH menor que cinco ou maior que nove
  • Necessidade de tratamento intravenoso de múltiplos lumens

No caso de NP venosa central, o tipo de cateter também deve ser considerado. Diferentes tipos de cateter são usados em resposta a condições específicas do paciente.234

Os cateteres centrais são geralmente inseridos em uma veia central, com a ponta do cateter localizada no terço inferior da veia cava superior, da veia femoral ou no átrio direito superior.4

Via de Acesso de NP Venosa Periférica

A decisão de administrar via acesso venoso periférico ou central depende de se a solução é hipertônica, isotônica ou hipotônica. A osmolaridade da solução parenteral, que se refere ao número de partículas osmoticamente ativas e um litro de solução, é um fator importante para determinar a viabilidade da NP periférica (NPP). Quando uma solução de NP com uma osmolaridade elevada é introduzida em uma pequena veia com um fluxo sanguíneo reduzido, a mistura torna-se hipertónica e o fluido dos tecidos circundantes se move para a veia devido à osmose.

As emulsões lipídicas são isotônicas com sangue e exercem um efeito calmante sobre as veias. Por esse motivo, as misturas de NP que contêm emulsões lipídicas são menos hipertônicas do que as emulsões baseadas somente em glicose como fonte de energia e, consequentemente, mais adequadas para a NPP.3

A prevenção da tromboflebite da veia periférica, de acordo com a ESPEN, pode ser feita por meio de:4

  • Técnicas de assepsia durante a colocação e o cuidado do cateter
  • Escolha do menor calibre possível
  • Uso de cateteres de poliuretano e silicone
  • Uso de soluções baseadas em lipídios
  • Osmolaridade adequada da solução
  • Administração de soluções com pH entre cinco e nove
  • Fixação adequada (membranas adesivas transparentes ou dispositivos de fixação sem sutura)